A Prisão Retrô e a Nova Geração

A Prisão Retrô e a Nova Geração

Postador: Data: Publicado: 27 de março de 2014 - 10:30 AM Categoria: Especial

especial

Nas últimas semanas estive pensando bastante no universo retro gamer, no que é ser gamer e a minha vida no meio disso tudo. Estou com 33 anos e a grande maioria das pessoas do meu circulo de convivência também estão nessa faixa de idade, alguns até casados e com filhos igual a mim, verdadeiros sêniors.

Se por um lado, 30 anos de videogames carregam muita história e experiência, por outro lado às vezes ficamos numa “prisão retrô”, presos ao passado e nas boas lembranças que tivemos, impedindo vivermos novas experiências e adaptar às novidades. Aliás, a aceitação do novo é muito difícil, por melhor que o jogo seja e não importando quantos prêmios recebeu nunca será melhor que aquele nosso amado jogo das antigas, o clássico dos clássicos. Dark Souls II? Nada, difícil mesmo era Battletoads!

Até alguns anos atrás eu vivia assim, olhos fechados para a geração atual, só vivendo de clássicos. Lógico que se alguma visita aparecesse em casa eu logo escondia o Mega Drive ou o PlayStation (o primeiro) para evitar piadas. Sim! Essa moda retrô e de colecionismo é relativamente recente, eu sei que alguns colecionam há anos, mas nos últimos anos, assim como ser nerd ou geek, retro gaming entrou na moda. O que muitos chamavam de jogo velho e ultrapassado, agora é retrô.

Eu tive todos os consoles da Sega, dei um tempo quando troquei um Saturn com 3 meses de uso por um PlayStation retornando em 2000 quando comprei um Dreamcast, vendido em 2003. Como eu disse, eu vivia exclusivamente de jogos antigos e sem nenhum console atual em casa, o que eu jogava de novidade era no PC. Não era uma “fase PC”, além dos consoles eu sempre tive computadores em casa e vivi muita história dos jogos de PC também.

Não sei por qual razão exatamente, mas em 2012 quando eu comprei meu PlayStation 3 eu dei o primeiro passo para viver novas experiências. Aos poucos me vi jogando menos Phelios, Strider, Golden Axe ou Phantasy Star e mais God of War, Uncharted, Resistance e Killzone. Me vi jogando mais FPS do que um jogo de plataforma.

O engraçado é que eu nunca gostei de FPS, meu gênero preferido sempre foi RPG, jogo de tiro pra mim era Doom ou Quake no máximo Counter Strike (até 1.6 source no máximo). Mas estar disposto a viver novas experiências me levou a conhecer jogos fantásticos e com histórias impressionantes, como Bioshock: Infinite. É claro que ainda tomo uma surra em Call of Duty e Battlefield e sou um em um milhão que prefere o modo campanha do que multiplayer, eu terminei a campanha de Killzone: Shadowfall e ainda não joguei sequer uma partida no multiplayer.

Se existe um jogo que posso citar como salvador da minha “prisão retrô” esse é The Last of Us. Sim, o “jogo-filme”, que muitos retro gamers torcem o nariz. Não é aquele velho Beat’n’Up, nem aquele jogo de plataforma desafiante, é uma nova experiência.

Os jogos da geração atual e da nova não perderam “o jeito”, ainda são capazes de nos impressionar, basta darmos uma chance para experimentar e criar novas lembranças pro futuro. Eu gostava muito de Fighting Masters (do Mega Drive), mas na verdade hoje eu vejo que é um jogo horrível e eu não gostava do jogo, eu gostava eram das lembranças que me traziam, quando aluguei na saudosa locadora do bairro e virei a madrugada disputando com meu primo. Daqui a 20 anos vou jogar The Last of Us num emulador de PS3, lembrando dos sustos que tomava dos cordyceps enquanto meus bebês brincavam na sala (e vez ou outra tentavam roubar meu controle).

Tá, mas o que a atual e nova geração tem de interessante para quem está na “prisão retrô”? Vou tentar convencê-lo citando algumas:

Remakes

Volta e meia aparecem remakes, alguns bons, outros nem tanto e outros simplesmente uma versão HD do mesmo jogo. Mas o simples fato de ver aquele jogo da infância refeito na tecnologia atual já vale a experiência. DuckTales: Remastered, Castle of Illusion, Double Dragon: Neon, Strider, Flashback são só alguns que joguei e me diverti bastante. Eu virei a madrugada jogando Strider no PlayStation 4 e eu acho que nunca mais vou jogar aquele que estava acostumado, o do Mega Drive. Exageiro? Não! É que “não mexa no meu quarteirão” não faz sentido, é interessante o desafio de pegar um “jogo sagrado” e refazê-lo, mesmo não agradando todo mundo, como podemos ler nas críticas do novo Castle of Illusion ou Double Dragon: Neon por aí.

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 DuckTales: Remastered (direita) e Castle of Illusion (esquerda). Gostinho do passado com detalhes atuais

Indies

Os jogos Indies são uma maravilha da geração atual (e nova). Os jogos independentes sempre fizeram parte da indústria dos videogames e Spacewar! pode ser considerado o primeiro indie, já que não teve distribuidor. Antigamente a cultura do hobby da computação e o formato de distribuição (BBS, disquetes) facilitavam a publicação de alguns jogos desenvolvidos por programadores independentes. Com a evolução da tecnologia, os custos de produção de jogos e o formato de distribuição, a produção de jogos independentes esteve em dificuldades, até agora.

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Spacewar! – considerado um dos primeiros jogos indie da história

A Sony declarou amor aos desenvolvedores Indies, e mesmo sem apoio de uma grande empresa ainda é relativamente fácil desenvolver um jogo, as ferramentas e tecnologia dos consoles estão mais acessíveis. Não é preciso escovar os bits para entender do endereçamento de memória do Sega CD, por exemplo. Basta alguma proeficiência numa linguagem de programação (C, C++, .Net), API ou SDK de um console, mais fácil até agora com o PlayStation 4 e Xbox One semelhantes à um PC. Para quem não conhece, recomendo assistir ao documentário Indie Game: The Movie, que mostra um pouco desse universo.

Graças a essa facilidade temos alguns jogos muito interessantes, livres de qualquer censura ou exigência por parte de uma grande publisher. Artistas livres para criar resultam em verdadeiras obras primas. Vejam algumas que você deve conhecer:

Journey (PS3)

De início o jogo parece meio melancóico, vazio e entendiante. Mas chama atenção já no título e a trilha sonora fantástica é dividida em fases. No início é um descobrimento e quase não tem ameaças, perto do final é cheio de desafios e perigos até a redenção. É uma jornada que todos deveriam fazer. Depois, vai ficar “filosofando”…

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Journey – um dos jogos indie mais aclamado da geração passada

Hotline Miami (PC, PS3, PS Vita)

É uma mistura de filme cult com o primeiro GTA. Trás uma dificuldade para os hardcore gamers, é daqueles jogos “encostou morreu” e requer memorização das fases se quiser passar (e o final verdadeiro só acontece se pegar todos os segredos do jogo). Tem bastante violência e uma história de dar nó na cabeça.

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Hotline Miami – Apesar da semelhança com o primeiro GTA, o game possui seus diferenciais

Thomas Was Alone (PC, PS3, PS Vita)

Um jogo onde o personagem é um quadrado, onde eu já vi isso antes? Adventure do Atari, claro. O jogo se passa dentro de um Mainframe quando um evento deixou várias rotinas de inteligência artificial fora de controle e com personalidades próprias (olha aí, outra referência aos anos 80, mais precisamente Tron). Parece muito um jogo de Atari, mas é um puzzle em forma de arte-visual.

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Thomas Was Alone – Um puzzle com visual minimalista sensacional

São vários para citar num post só!

Novas Franquias ou Gêneros

Hoje estou com uma dificuldade enorme de ficar “em dia” com o universo Gamer. Eu terminei Legend of Zelda: Ocarina of Time, Final Fantasy VII, Castlevania: Symphony of the Night e vários clássicos “obrigatórios”, mas ainda não joguei Mass Effect, nenhum Gears of War, Halo ou Dead Space e nem terminei todos os Uncharted e God of War. Ou seja, tem muita história para ser contada, muita emoção para ser vivida e elementos para me impressionar.

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Mass Effect – umas das séries da geração passada que preciso jogar

Beyond: Two Souls trouxe um gênero novo e não agradou aquele pessoal que adora mostrar como sabe apertar botões na sequência certa rapidamente (eu!), aliás, às vezes tenho dúvidas se é mesmo um jogo. Jogo ou não, fez a minha mulher pegar um DualShock 3 na mão e jogar (assistir) durante um bom tempo. Não deixa de ser uma experiência nova.

Novas tecnologias e modo de jogar

Toda a minha coleção foi vendida e hoje só tenho um PlayStation 3, PlayStation 4 e PS Vita. Eu não sou “Sonysta”, afirmo que fui “Seguista” mas hoje eu só escolhi um lado, a plataforma Xbox é igualmente interessante à PlayStation e ambos compartilham tecnologia semelhantes com o PlayStation 4 e Xbox One.

Tudo me impressiona hoje, os gráficos, os sons e a jogabilidade. Já faz quase 1 mês que estou jogando Assassin’s Creed IV: Black Flag no PS4, o meu primeiro da série, e a filosofia “sempre conectado, sempre jogando” me impressionou. No trabalho administro a minha frota pirata pelo celular e no aplicativo da Ubisoft pro ACIV, no horário do almoço posso até sacar o PS Vita e jogar remotamente no PS4 lá em casa.

Essa parece ser a tendência, integração de celulares e tablets com os consoles, no “The Division” ainda em desenvolvimento será possível dar suporte aéreo usando um dispositivo móvel enquanto seus amigos jogam nos consoles. “Sempre conectado, sempre jogando”, até streaming de jogos teremos com o PlayStation Now! da Sony.

Trilhas Sonoras

É eu também estou acostumado a assoviar grandes trilhas sonoras de jogos do passado. Aquelas musiquinhas grudentas dos 8-bits ou sintetizadas dos 16-bits realmente são inesquecíveis.

Porém, graças à tecnologia, as trilhas sonoras de hoje são de altíssima qualidade e produção. CDs de trilha sonora como de God of War e Uncharted são bons para dar de presente até pra quem nunca jogou nenhum jogo na vida.

O pendrive que uso para escutar música no carro hoje está divido em Heavy Metal e trilha sonoras de games, nada de S.S.T Band ou remix de Mario, só de jogos atuais! Dúvida? Olha a lista: Excelente Jazz de Contrast, Eletrônica de Hotline Miami, Calma e Relaxante de Journey e Flower e o som épico de Assassin’s Creed: Black Flag, logo não vai mais caber mais nada nele.


Tema Apotheosis de Jouney. Apenas ouça…

É isso pessoal, com esse longo post convido a todos os sêniors a sair um pouco da “prisão retrô” e experimentar a nova geração, criar boas memórias para sempre. Do contrário, estará correndo o risco de não experimentar uma obra de arte. Por ter sido “Seguista” só fui terminar Zelda: A Link to the Past quase 15 anos depois e por ter vivido na “prisão retrô” tenho uma biblioteca enorme do PlayStation 3 e Xbox 360 para conhecer e jogar. E aí, tá pronto para uma nova fase?

  • Frost

    Parabéns pela matéria, de verdade, excelente texto. Tenho 31 anos e concordo plenamente com você.

    • Tiago Almeida

      Obrigado!

  • Anderson Souza

    Amigo eu também era seguista e agora escolhi um lado da força que nem você (SONY). Deixei de ser ista quando a Sega parou de fabricar consoles.
    Há um tempo atras eu estava também colecionando somente jogos retrôs, mas eu vi que na medida que eu ia adquirindo os jogos que eu queria, ia ficando cada vez mais caro conquistar os outros jogos que faltavam na minha lista de aquisições. Eu me fechei nesse universo, e acabei deixando muita coisa atual passar, o que me arrependo um pouco.
    Hoje temos excelentes games e muita gente que coleciona games retrôs estão perdendo a oportunidade de joga los antes que eles se tornem um clássico retrô.

    • Tiago Almeida

      É muito legal possuir os consoles da infância e aqueles que não tivemos oportunidade de ter, como o Neo Geo. Mas nessa luta no colecionismo podemos estar perdendo uma grande obra de arte gamística atual, e só vamos dar valor quando virar “retrô”. Por que não, experimentar um pouco do que está acontecendo agora, né?

  • Julio Soares

    Que texto bacana Tiago, concordo com tudo.
    Eu acho que nunca fiquei preso na prisão retrô, joguei em todas as gerações, e a cada novo lançamento de uma gen eu seguia o fluxo com olhos bem abertos nas novidades e ficava bem ansioso pelo que estava por vir, continuo assim ainda, jogando as novidades e tentando não fazer muitas comparações com os jogos mais antigos, eu tento aproveitar o máximo do que cada jogo novo que experimento pode nos proporcionar, sem ligar se ele é melhor que algum outro, ou se é fácil demais, ou até mesmo ter algum tipo de olhar preconceituoso pelo seu estilo.
    Não vejo a hora de experimentar gráficos cada vez mais realistas, seria muita hipocrisia minha dizer que não ligo para os gráficos, quando era criança a principal discussão na roda de amigos eram quantos MB tinham o cartucho pois isso poderia significar que o jogo era maior e mais “bonito” do que algum outro. Me lembro quando saiu Donkey Kong e todo mundo ficou admirado com os gráficos, já era assim antes, porque seria diferente agora com tantos recursos e evoluções? E outra, estamos na melhor fase, pois temos todos os tipos de gráficos, dificuldades e estilos de jogos, então basta seguir para o caminho que o coração bater mais forte.
    Talvez quem me olha de fora deve imaginar que sou um fanboy doentio da Sony, mas a verdade é que todos sabemos que crescemos e hoje nosso tempo é escasso, é trabalho e família, e dificilmente podemos dar atenção a mais de um videogame ao mesmo tempo, então geralmente escolhemos um “lado” do muro e só…
    Como estou com a Sony desde o PSX, claro que fico muito mais ligado nas novidades do Playstation, mas isso não quer dizer que não gostaria de ter um Xbox One, Wii U, etc, gostaria de ter todos eles e se possível um em cada televisão…rs
    O negócio é ser fã, não fanboy, um fã gosta do mercado e se empolga com determinada marca, um fanboy amaldiçoa todo resto do mercado e parte pra cima das outras pessoas que tem gostos diferentes, e nesse meio de raciocínio eu me pergunto, será que esses jogadores que só sabem reclamar dos jogos novos e elogiar os antigos não seria uma espécie de fanboy também? Só que nesse tipo de mentalidade não envolveriam marcas, como por exemplo PS vs Xbox, e sim jogos antigos vs jogos novos, é complicado, por isso sempre tento pensar assim, esqueçam o ano que o jogo foi feito, ou sua aparência, apenas sente no sofá e jogue, seja o jogo que for, e tenta ver o que ele tem de bom, se não curtiu, basta sair dele e tentar algum outro, a nova geração começou e já podemos ver tantas coisas legais, deixa o cara que curte dançar no Kinect dele em paz, cada um merece ser feliz fazendo o que gosta e hoje nós devemos é agradecer por termos tantas opções diferentes de entretenimento.

    • Tiago Almeida

      É isso aí! A idéia é estar aberto à novas experiências.

  • DanielLemes

    É um ponto de vista interessante, digamos que um paralelo à “prisão moderna”, daqueles que, assim como alguns se prendem em plataformas antigas, simplesmente ignoram o passado ou até esnobam sua importância. Já vi gente falando em fóruns, por exemplo, que nenhum jogo top em jogabilidade do passado pode se comparar aos atuais pela complexidade, quantidade de botões, direcional analógico, etc.

    O importante é não ter preconceito contra nada e jogar o que lhe agradar, independente da geração.

  • zano

    Excelente texto Tiago. Um critica que faço a alguns, é justamente esse pensamento e visão fechada ao passado, que não se permite conhecer o “novo”. Curti todas as geração desde o Telejogo, claro que somente depois com a emulação pude conhecer jogos que não tiver acesso em seu tempo. Joguei novamente vários clássicos, da Sega e Nintendo.

    Mas quem se diz gamer, gosta e tem prazer de jogar videogames, tem quer conhecer jogo da nova geração e a ‘velha’”(PS3 e X360), essas plataformas tem muito e vários jogos de excelente qualidade e produção.

  • Old School Gamer ©

    Excelente texto.
    Eu me vi muito tempo preso, por não ter quase nada que me ligasse com uma geração atual de consoles.

    E quando compro um PS3… sai o PS4… mas blz…

    Porém já passei da fase do “Ah naquele tempo…”
    Videogame é atemporal… da mesma forma que amo Final Fight até hoje, GTA V também está num nível de carinho recente que eu não imaginei…

    E The Last of Us, Ni No Kuni, Final Fantasy XIII, Street Fighter IV Arcade Edition… e por aí vai…

    Belo texto e vamos jogar!

  • Abraham Veloso

    Não acho que apreciar ou curtir um jogo antigo, seja pura nostalgia. Os games em todas as épocas apresentaram alguma expressão artística e trabalho técnico resultando em um tipo de arte ou entretenimento interativo jamais visto antes. Preferir um jogo antigo ao atual, não quer dizer estar preso ao passado, e sim preferir uma categoria peculiar a sua própria época, da mesma forma que pessoas preferem música de bandas antigas como a dos Beatles, ou do Queen do que das bandas atuais, sem terem nascido nas respectivas épocas dessas bandas, ou seja, não se enquadram como casos de nostalgia.

  • AFREET o Eterno

    Estive na “prisão retrô” por 10 anos. Mais precisamente, com o fim do Saturn. Desde então vivi de emuladores até o dia que tentei instalar um aquário de proteção de tela e descobri que meu PC (da época) não suportava DirectX 9. Com raiva, comprei uma placa de vídeo de 128MB e foi por conta disso que sai da prisão. Por curiosidade percebi que meu PC rodava jogos como Warcraft 3, Sonic Adventure DX e OutRun: Cost 2 Coast. Foi um salto muito grande para mim, ainda jogando o maravilhoso Shining Force 3.

    Não consigo ainda me adaptar a controles analógicos, por isso sempre recorro ao emulador de XBox 360 e XPadder, contudo, sempre faltam botões (jogo com controle USB de Saturn). Hoje, com um PC top de linha estou descobrindo pérolas de quando estive no limbo e me adaptando aos jogos da nova geração. Tenho instalado Super Street 4, Street Vs. Tekken, King Of Fighters 13, quase todos Need For Speed, Resident 4 HD, 5, 6 e Revelations, Silent Hill Homecoming (muito ruim), Virtua Tennis 3 e 4, DMC Devil May Cry, Sonic Generations, All-Star e Transformed, Tomb Raiders, Age Of Empires 3 (todos) e por ai vai. Nunca joguei online.

  • Pedro Campelo

    Excelente artigo. Até jogo alguns games velhos, mas o meu foco é a atual geração .

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